O valor cobrado por um advogado trabalhista pode variar bastante, dependendo de fatores como o tipo de causa, o valor envolvido na ação, a complexidade do processo e o acordo firmado entre o cliente e o profissional. A atuação trabalhista é regida por normas da OAB, e os honorários devem estar sempre formalizados em contrato.
Existem diferentes formas de cobrança praticadas por advogados nessa área, que podem incluir percentual de êxito, valor fixo ou até mesmo consultas avulsas.
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Formas mais comuns de cobrança
1. Honorários de êxito (percentual sobre o valor ganho)
Esse é o modelo mais comum na Justiça do Trabalho. O advogado só recebe se o cliente ganhar a causa ou fizer acordo, e o valor pago é um percentual do total recebido pelo trabalhador.
- Percentual praticado: 20% a 30% sobre o valor líquido da causa
- Em algumas ações mais complexas, pode chegar a 35%, desde que justificado em contrato
Exemplo:
Se o trabalhador ganha uma ação e recebe R$ 50.000, com honorários de 30%, o advogado receberá R$ 15.000, e o cliente ficará com R$ 35.000.
2. Valor fixo por atuação
Alguns advogados optam por cobrar um valor fixo para iniciar o processo, independentemente do resultado. Essa forma é mais comum quando:
- O trabalhador não quer pagar percentual sobre o valor ganho
- O advogado não vê perspectiva de êxito com valor expressivo
- O processo é simples (ex: homologação de acordo extrajudicial)
Valores médios:
- Ações simples: R$ 2.000 a R$ 5.000
- Ações complexas: R$ 6.000 a R$ 12.000
- Audiência avulsa ou consulta jurídica: R$ 300 a R$ 700
3. Cobrança mista: entrada + percentual
Outro modelo adotado é a cobrança híbrida, em que o advogado cobra:
- Um valor inicial fixo (ex: R$ 1.000 ou R$ 2.000)
- Mais um percentual sobre o que for ganho na ação (ex: 20%)
Esse formato é comum quando o processo envolve riscos e custos, como perícias técnicas, honorários periciais ou deslocamentos.
O que influencia no valor cobrado?
O valor que o advogado trabalhista pode cobrar depende de vários fatores, como:
- Valor da causa (ex: ações de R$ 100 mil ou mais tendem a ter percentual menor)
- Complexidade do caso (ex: vínculo informal, provas frágeis, múltiplos pedidos)
- Tempo estimado do processo (ações com recurso e execução podem durar anos)
- Necessidade de perícia ou prova técnica
- Localização do advogado (capitais tendem a cobrar mais do que cidades pequenas)
- Reputação e experiência do profissional
O que diz a Tabela de Honorários da OAB?
Cada estado possui uma tabela da OAB com valores mínimos sugeridos para a advocacia trabalhista. Por exemplo:
- Honorários iniciais em ação trabalhista comum: mínimo de 20% sobre o valor da causa
- Audiência avulsa: entre R$ 500 a R$ 1.200
- Acordo extrajudicial: 10% a 20% do valor acordado
- Consulta trabalhista individual: R$ 300 a R$ 800
Essas tabelas servem como referência ética, mas os honorários podem ser ajustados por livre acordo, desde que não sejam abusivos nem inferiores ao mínimo permitido.
Precisa pagar adiantado?
Em ações trabalhistas com cobrança por êxito, geralmente não há pagamento inicial. O advogado assume o risco e só recebe no final. Mas, se o contrato prever entrada ou custas processuais, o cliente pode ter de arcar com algum valor no início.
Sempre exija contrato por escrito, com:
- Forma de cobrança
- Percentual combinado
- Responsabilidade por despesas do processo
- Cláusula sobre desistência ou abandono da ação
Saiba Mais
1. O advogado trabalhista pode cobrar 30%?
Sim. É um valor aceito pela OAB e amplamente praticado em ações com honorários de êxito, desde que esteja formalizado em contrato.
2. Se eu perder a causa, ainda preciso pagar?
Não, se o contrato for de êxito. Mas se houver cláusula de entrada, essa quantia inicial não é devolvida.
3. A consulta trabalhista é paga?
Depende do advogado. Alguns cobram entre R$ 300 e R$ 600; outros oferecem consulta gratuita, especialmente se houver possibilidade de fechar contrato.
4. A Defensoria Pública atua na área trabalhista?
Em geral, não. Mas em algumas cidades, há convênios com advogados para atender trabalhadores gratuitamente. Consulte a OAB da sua região.
5. É possível parcelar os honorários?
Sim. Em cobranças fixas, muitos advogados permitem parcelamento no boleto ou cartão.
6. Posso trocar de advogado durante o processo?
Sim, desde que comunique o antigo profissional e acerte pendências contratuais, se houver.
7. Honorários sucumbenciais também vão para o advogado?
Sim. Além dos honorários pagos pelo cliente, o advogado pode receber valores pagos pela parte vencida.
8. O advogado pode cobrar multa se eu desistir do processo?
Se houver cláusula contratual prevendo isso, sim. Por isso, leia o contrato com atenção.
9. Posso negociar os 30%?
Sim. Os honorários são livres, desde que estejam de acordo com os valores mínimos da OAB.
10. Onde posso ver a tabela da OAB?
No site da OAB do seu estado. Procure por “Tabela de Honorários Advocatícios”.